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O que é fome emocional? Veja como controlar e lidar com ela

Saiba como conter a vontade de comer movida por emoções como ansiedade e estresse durante a pandemia e a chegada do inverno

Por Eu Atleta | 23.07.2020

*Por João Almeida

Já abriu a geladeira e pegou o primeiro doce que viu pela frente em um dia ruim? Saiba que não está sozinho. Isso é uma situação comum no que chamamos de fome emocional, a necessidade de comer baseada nas emoções afloradas. Um problema que requer uma atenção especial em tempos de pandemia de Covid-19 e começo da estação mais fria do ano, o inverno. Por isso, vamos explicar o que é e como se pode reconhecer e controlar a fome emocional, na busca de não deixar os sentimentos negativos atrapalharem a sua alimentação. Confira!

O que é

A fome emocional pode ser entendida como a busca pelos alimentos mais prazerosos para aliviar as emoções do cotidiano — Foto: iStock

A fome emocional pode ser entendida como a busca pelos alimentos mais prazerosos para aliviar as emoções do cotidiano — Foto: iStock

A fome emocional, como o próprio nome diz, acontece quando se come a partir de emoções, desde alegria e tristeza a ansiedade, estresse e depressão. Uma espécie de alívio instantâneo, como uma tentativa de fugir dos sentimentos negativos. Desconta-se na comida porque ela é um atalho fácil e prazeroso. Qualquer emoção que cause a busca por alimentos pode ser um gatilho para a fome emocional, para um consumo rápido, nem sempre feito de forma consciente, de alimentos que dão uma sensação de conforto e recompensa. Embora prazerosos, no entanto, não dão uma satisfação por completo em virtude das emoções. Conforme explica a nutricionista Carolina Pimentel, a procura pela comida de maneira desregulada leva a comer mais do que o corpo pede.

- Quando se come por reação a uma emoção, esse mecanismo tende a ser automático e as escolhas também tendem a ser baseadas em sabor, como doces e gorduras altamente palatáveis, que acabam sendo consumidos em grandes porções - afirma Carolina.

A busca da comida como escape emocional tende a crescer no cenário que vivemos atualmente, da pandemia do Covid-19, distanciamento social e chegada do inverno, quando temos o costume de comer mais. Segundo esclarece a psicóloga Renata Petrilli, do Grupo de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer (GRAACC), isso acaba sendo acentuado pelas restrições e a mudança obrigatória na rotina, além do medo da doença.

- A comida serve como um impulso, vai ter gente comendo e bebendo demais, gastando demais, é o preço que se paga pelo esgotamento, a limitação forçada de todas as outras atividades que cada um era acostumado a desenvolver. Isso é para dar conta de sua própria existência, do alívio e do desejo. Refletido no aumento dos hábitos com supermercados, pois não tem tantas coisas para gastar como anteriormente. A grande quantidade de delivery mostra isso - explica.

Diferença para a fome física

Percebida quando temos o apetite natural para as refeições, a fome física nos permite escolher os alimentos mais saudáveis — Foto: Pixabay

Percebida quando temos o apetite natural para as refeições, a fome física nos permite escolher os alimentos mais saudáveis — Foto: Pixabay

A fome física nada mais é do que a necessidade fisiológica que temos de comer. Ou seja, não é ligada a algum alimento exclusivo, nem um sinal reativo de emoções, caso da fome emocional. A fome física busca suprir a falta de energia de nosso corpo com alimentos variados, por meio de uma alimentação saudável e que garanta uma satisfação ao preencher o estômago de forma suficiente. Para notar a diferença, a fome física pode ser percebida através de “alarmes internos”, como ouvir o estômago “roncando”. Em outras pessoas, o simples fato de dar o horário das refeições já serve como base para ativar o apetite físico. E, geralmente, as pessoas estão mais propensas a escolher os alimentos com calma.

 

Consequências da fome emocional

Caso a alimentação movida por emoções se torne frequente e descontar frustrações na geladeira vire um hábito, provavelmente haverá prejuízo da saúde.

- Quando esse mecanismo acontece de maneira constante, com escolhas por alimentos muito ricos em açúcares e gorduras e em grandes quantidades, as consequências são o ganho de peso e as doenças associadas a esse processo. Ainda, se for acompanhado de sentimentos de culpa, isso poderá desenvolver também alguns transtornos alimentares - alerta Carolina.

Isso pode ser refletido em outro estado comum na fome emocional: o sedentarismo. Neste caso, uma alimentação incorreta aliada a falta de exercícios físicos pode levar a diversas doenças, como:

 

 

Fora que os sentimentos negativos, exemplo de ansiedade e estresse, não são um capítulo à parte. A depender do nível emocional que essas emoções estejam influenciando no cotidiano, deve-se buscar ajuda profissional para detectar a causa do problema, além do tratamento ideal e personalizado à situação.

Como controlar a fome emocional: 7 dicas

A banana é rica em triptofano que fornece uma sensação de bem-estar — Foto: Divulgação/Getty Images

Para trabalhar o problema durante a pandemia, a psicóloga Renata sugere a procura por grupos motivacionais on-line para levantar o astral e diminuir a solidão causada pelas emoções.

- Como dica, recomendo ter uma reflexão e lembrar de coisas importantes anteriores. Para quem está compulsivo, vale encontrar grupos de apoio para servir de motivação, pessoas que conversem com você na hora que precisa. Que deem um chacoalhão constantemente, porque há um “apagamento” de quem passa por isso. E outra coisa: não deixar morrer a imaginação criativa, simbólica, do futuro, dos lugares que frequentava, das coisas que gostava de fazer. Um trabalho de resgaste do que estava funcionando bem - indica.

Além disso, a nutricionista Camila sugere algumas dicas práticas:

 

  1. Técnicas de meditação;
  2. Atenção plena;
  3. Exercícios diários;
  4. Sono adequado;
  5. Relacionamentos saudáveis;
  6. Alimentos ricos em triptofano (leite, aveia, banana, mel, nozes) podem ajudar a melhorar os níveis de serotonina - o neurotransmissor responsável por comunicar a sensação de bem-estar;
  7. Fazer uma dieta saudável e equilibrada, não buscar a perfeição, mas controlar as porções e ter uma atitude positiva em relação aos alimentos.

Exercícios, fundamentais para enfrentar a fome emocional

Yoga é uma ótima atividade para se controlar a mente, o que ajuda no combate a fome emocional — Foto: Istock Getty Images

Yoga é uma ótima atividade para se controlar a mente, o que ajuda no combate a fome emocional — Foto: Istock Getty Images

Como tratamos da fome associada às emoções, uma forma de descarregar os sentimentos negativos e frustrações é através da realização de exercícios físicos. A prática ajuda não apenas a sair do sedentarismo, mas também é de suma importante em nossa saúde mental. Por isso, as atividades aeróbicas e a meditação são bons exercícios para o controle da ansiedade, pois provocam um sentimento de bem-estar, segundo ensina a profissional de educação física Jéssika Kovatch.

- Qualquer atividade física realizada regularmente auxilia no combate à ansiedade, mas as atividades como a corrida, caminhada, natação, andar de bicicleta, dançar, entre outras, por serem aeróbicas, exigem bastante energia do corpo. A meditação também é indicada, pois atua no sistema nervoso parassimpático, responsável por acalmar a mente - explica.

Devido às restrições impostas pela pandemia, muitas atividades estão sendo feitas em casa, o que aumentou o acompanhamento de exercícios pelo formato de lives e videoaulas. Inclusive de yoga e dança.

- O yoga é uma prática que tem como objetivo trabalhar o corpo e mente de forma interligada, com exercícios que ajudam para o controle do estresse, ansiedade, dores no corpo e na coluna, além de melhorar o equilíbrio e promover a disposição. Tanto o yoga quanto a dança contribuem muito para o controle emocional, pois liberam hormônios como a endorfina, dopamina e serotonina, que dão a sensação de prazer - esclarece Jéssika.

Jéssika informa que, caso seja sedentário e não tenha prática no yoga ou dança, o recomendado é começar essas atividades de forma gradual e respeitar o limite de seu corpo. Vale começar com poucas sessões, como entre uma a duas vezes na semana, e ir aumentando o esforço quando for mais adequado às suas limitações.

 

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