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VITÓRIA, CAPITAL BRASILEIRA DO FASCISMO

Por José Amaral Filho

24.09.2019

 

 

Durante muitos anos, o monstro da ideia de um regime totalitarista baseado em conceitos morais permaneceu adormecido. A maioria das pessoas se quer acreditavam que esse espectro poderia voltar a rondar e pior, se instalar no governo de forma tão xucra vencendo uma eleição usando as mais manjadas das armas, as mesmas utilizadas por tiranos que devastaram boa parte do mundo na primeira metade do século XX: a mentira e a manipulação mídia.

 

No Brasil, o movimento espelhado em Adolf Hitler e Benito Mussolini, pais do nazismo e do fascismo ganhou o nome de integralismo e tinha como principal expoente Plínio Salgado, teve como palco principal a cidade de Vitória em 1934 que sediou o I Congresso Integralista no país que definiu os rumos do movimento que devido ao risco que oferecia foi extinto em 1937 e que ressurgiu em 1945, logo após a II Guerra, disfarçado de partido político, o PRP - Partido da

 

Representação Popular - extinto em 1965 e que sempre teve a simpatia de parte da população capixaba. Essa queda do Espírito Santo pelo totalitarismo e extrema direita ficou explícita nas eleições de 2014 com a expressiva votação recebida por Aécio Neves, um dos mais notório corruptos da atual política brasileira flagrado em áudios pedindo propina e até mesmo ameaçando um parente de morte. As manifestações a favor do impeachment da ex presidenta

 

Dilma foi um segundo estágio do despertar desse monstro. Do alto de suas varandas gourmet, a classe média capixaba, batia suas panelas de inox e comemorava um golpe de Estado com festas que fechavam a Terceira Ponte. Lembrando que a maior parte dos integrantes dessa classe só conseguiu protagonismo financeiro durante os governos do PT que facilitaram o crédito e promoveram políticas econômicas que impulsionaram a indústria no Espírito Santo, principalmente na cadeia do petróleo.

 

O terceiro estágio, no qual nos encontramos hoje, tem seu início na campanha à presidência de Jair Bolsonaro, baseada na desinformação, exaltação do totalitarismo e ódio às minorias, transformando o Partido dos Trabalhadores no inimigo número um do país.

 

O capixaba parece voltar a 1934 todas as vezes que fecha a Terceira Ponte aos domingos exigindo o fim de direitos trabalhistas, o sucateamento da economia nacional e a violência como política de segurança. Parece que Plínio Salgado deixou sua semente muito bem plantada por aqui.

 

 

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José Amaral Filho

É Historiador, formado pela Faculdade de Ouro Preto, MG

 

 

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