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Estruturando cidades para se transformarem em Destinos Turísticos

Por Diego Ramon

21.09.2017

 

Nesse espaço dedicaremos ao estudo do fenômeno turístico da região sul capixaba, com críticas e propostas de melhoria

Muito se fala que a atividade turística pode ser um importante agregador de receitas para os municípios ou região. Neste contexto os municípios foram criando em seu organograma administrativo a Secretaria de Turismo, isolada ou agregada com outras como Cultura e Esporte, por exemplo. Para assim poderem dedicar um orçamento específico para o contexto turístico municipal, como também poder planejar e propor políticas públicas para o setor.

Todavia, como é comum de acontecer no meio público, existe pouco pessoal capacitado nessas secretarias, e os interesses políticos sobressaem ao fator genuíno da criação de um órgão municipal de Turismo, e assim a utilização desse órgão é pífia, latente e quase invisível.

Mas seria muito difícil cumprir com o verdadeiro trabalho de uma Secretaria de Turismo?

Na verdade depende do contexto atual da atividade turística que a cidade esteja inserida, no caso específico da região sul capixaba, a maioria dos municípios possuem apenas a ambição de se tornarem “Destinos Turísticos” e suas secretarias não contam com um plano municipal de turismo em vigência.

Dessa forma o verdadeiro trabalho que a Secretaria de Turismo deveria fazer é o de estruturar o município com a finalidade de tornar a cidade um destino para turistas. Ou seja, se a cidade possui um potencial turístico e deseja que esse potencial se concretize em demanda turística, é necessário priorizar o Turismo, e essa priorização percorre vários caminhos como, por exemplo:

– Identidade – é preciso focar em um ponto principal que possa ser um diferencial do município para outros, podendo ser um produto (algum tipo de artesanato, abacaxi, lagosta, peruá, conchas, entre outros), um personagem ícone (Padre Anchieta, Domingos José Martins) e até mesmo paisagem e clima. Todavia é preciso que o município tenha um ponto principal que irá motivar a demanda turística e pontos secundários para concretizar a permanência desse turista;

– Legislação específica do Turismo – um bom exemplo é a destacar o Turismo no Plano Diretor Municipal, apontando áreas consideradas turísticas e que mereceram uma atenção especial;

– Obras Urbanas – as secretarias de obras e/ou urbanismo precisam compartilhar seu planejamento de intervenções, revitalizações e obras com o setor técnico da Secretaria de Turismo, com a possibilidade de se garantir que todo o investimento tenha uma finalidade turística, além é claro do bem-estar da população local.

A cidade, para tirar proveito da indústria do turismo deve, primeiro, pensar, planejar e praticar ações coordenadas. Apenas ter potencial não habilita a ser uma cidade turística.

Acredito que esses três pontos, inicialmente, sejam os que merecem maior destaque para o atual cenário que vivenciamos no meio público municipal da região sul capixaba. Pois a

identidade é algo fundamental para o início desse processo, a legislação específica de turismo demonstra o real compromisso do município com essa atividade e a atuação em conjunto com o setor de obras municipal faz com que esse tipo de investimento agregue um valor turístico.

Pondero ainda a necessidade de se construir um Plano Municipal de Turismo e a atuação efetiva do COMTUR (Conselho Municipal de Turismo). Pontos esses que discutiremos com mais calma em outra oportunidade.

 

 

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Diego Ramon

Diego Ramon é formado em Turismo pela Universidade Federal de Ouro Preto, com experiências profissionais no setor privado e público do trade turístico.

 

 

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