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Médica sugere que paciente com intestino perfurado coma secreção

Declaração em tom de brincadeira foi dada após queixas de complicações com o procedimento estético

Por Redação | 27.07.2018

 

Uma paciente sofreu complicações após realizar uma lipoaspiração com a médica Geysa Leal Correa. Antes de ser internada no Hospital Cardoso Fontes, na Zona Oeste do Rio, por ter o intestino perfurado, a mulher procurou a profissional e recebeu uma resposta inusitada.

"Falei para ela que estava saindo uma secreção. Eu estava muito inchada, ela me receitou vários antibióticos, vários remédios. Voltei para casa com o alívio de algumas horas, mas logo depois começou a doer de novo, começou a inchar de novo", explicou.

Tempos depois, a paciente mandou uma mensagem para a médica, dizendo que a situação havia se agravado. "Eu comi uma sopa no dia anterior que continha tomate e agrião. Estava saindo muita secreção e nessa secreção saiu agrião e tomate. Mandei as fotos para ela", disse.

Em uma mensagem de áudio, a médica usa tom de brincadeira e diz que a paciente deve "provar" a secreção para ver era mesmo comida.

"Amore, eu acho que você devia comer pra ver se é verdade, pra ver se é tomate, se é cenoura, porque isso aí pra mim, é gordura. Me desculpe, mas não fale besteira que quanto mais besteira você pensar, pior você vai ficar estressada. E me estressar à toa", afirma Geysa.

"Como assim comida? Desculpa, está doida? Eu quero que você venha aqui primeiro. Eu preciso ver isso. Comida? Impossível sair comida. Se eu tivesse perfurado alguma coisa, você já tinha morrido. Então, deixa eu ver primeiro antes de você ficar falando besteira. É agrião, daqui a pouco é uma salada de fruta, uma sopa. Se você quiser, você come para provar, pra ver se é uma coisa ou outra. Eu estou brincando, desculpa. Isso é uma falta de respeito com você. Desculpa", completa a médica em outra mensagem de áudio.

De acordo com o G1, Geysa foi intimada a comparecer na delegacia nesta quinta-feira (26) para depor sobre uma lipoescultura realizada no dia 16 de julho em Adriana Ferreira Pinto, de 41 anos. A mulher morreu seis dias depois.

A clínica em Niterói, Região Metropolitana do Rio, onde a médica trabalha foi interditada e uma perícia será feita no local. Os investigadores também vão analisar se a médica poderia realizar cirurgias plásticas.

"Ela pode exercer e praticar qualquer ato médico. É uma lei federal que delimita que qualquer médico está autorizado e pode fazer qualquer ato médico", afirma Lymark Kamaroff, advogado de defesa da médica.

 

 

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