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Maior desastre socioambiental do país completa 3 anos

De um lado, atingidos reclamam atendimento, que por sua vez a empresa garante estar atendendo todas as demandas discutidas com autoridades e sociedade

Por Helio Barboza | 07.11.2018

 

Na última segunda-feira, dia 5, completou três anos do maior desastre ambiental registrado no país – o rompimento da barragem da Samarco Mineração, em Mariana, Minas Gerais, que provocou uma devastação jamais antes vista.

 

A Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, derramando 48,3 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos na natureza, cobrindo cerca de 650 km entre Mariana, em Minas Gerais, até a foz do Rio Doce no município de Linhares, Espírito Santo, espalhando-se por várias comunidades ao norte e ao sul da foz.

 

Desde então, governos de Minas Gerais e Espírito Santo, além de órgãos ambientais destes dois estados, assim como o Ministério Público e sociedade organizada, principalmente das cidades e comunidades que ficam ao longo da bacia do Rio Doce até sua foz, em Regência, no Espírito Santo, afetadas diretamente pela catástrofe, vem discutindo com a direção empresa maneiras de reparar o dano causado.

 

Uma fundação, a RENOVA, foi instituída para cuidar exclusivamente dos reparos compensatórios ao meio ambiente, coordenar o pagamento de indenizações e reestruturar a vida de quem foi atingido pelo rompimento da barragem.

 

Em vídeo-matéria do jornalista Francisco França veiculada pelo Brasil de Fato, o Movimento dos Atingidos por Barragens se manifesta indignado contestando os resultados apresentados pela Renova.

 

De acordo com o movimento, “passados três anos do maior crime socioambiental da história do país, o número de desalojados já ultrapassam 2.800 pessoas – sendo 1.600 após o rompimento da barragem e mais 1.200 ao longo destes três anos.”. O movimento dos atingidos por barragens denuncia que há centenas de pessoas contaminadas por metais pesados, apresentando sintomas como descamação de pele, bem como inúmeros casos de pessoas que passaram a apresentar problemas respiratórios.

 

A matéria também revela que os municípios de Itueta, Ipaba e Resplendor, no Estado de Minas Gerais e que ficam na Bacia do Rio Doce continuam sendo abastecidos por caminhões pipa, pois os serviços de abastecimento de água destes locais ainda não foram restabelecidos.  

 

Outro dado alarmante da matéria se refere a questão da pesca, meio de vida de centenas de famílias ao longo do Rio Doce e de seus afluentes, continua proibida em toda a bacia e em parte do litoral capixaba, provocando um desacerto em cadeia, abalando ainda mais a economia de muitas cidades, fato sem previsão de liberação.

 

O Movimento dos Atingidos por Barragens ainda aponta que 140 km de litoral, em 5 municípios e pelo menos 19 comunidades não foram reconhecidos pela Fundação Renova como em situação de atingidos. Há também a citação de que 17 aldeias, 4 territórios e 3 povos indígenas (Krenaks, Tupinikins e Guaranis), todos no Espírito Santo, foram atingindos.

 

Por outro lado, também no dia em que marcou os 3 anos da tragédia, a Samarco, que já acertou o pagamento de multas milionárias, distribuiu nota à imprensa onde afirma que a data estará sempre marcada na história da Samarco e na vida de muitas pessoas. A empresa também diz que “Não há um só dia que não lembramos dessa data e, por isso, temos trabalhado a partir dos aprendizados para fazer diferente”.

 

Na nota, a empresa confirma seu compromisso em reconstruir as relações sociais, ambientais e econômicas, conscientes de que esse objetivo se dará de forma árdua, mas consistente.

Leia abaixo a íntegra da nota emitida pela empresa.

 

 

 

 

 

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