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Retorno de líder que selou destino da Revolução Islâmica faz 40 anos

O aiatolá Ruhollah Khomeini mudaria o destino do Oriente Médio

Por Folhapress | 01.02.2019

 

Há exatos quarenta anos, o aiatolá Ruhollah Khomeini retornava do exílio ao Irã, consagrando-se líder da Revolução Islâmica que mudaria o destino do Oriente Médio.

Na manhã de 1º de fevereiro de 1979, Khomeini pousou no aeroporto Mehrabad, em Teerã, e foi recepcionado por uma multidão de apoiadores. Crítico do regime do xá Reza Pahlevi, o líder xiita, 78, havia passado 15 anos exilado na Turquia, no Iraque e na França.

No dia seguinte, o jornal Folha de S.Paulo destacou o acontecimento em sua capa. "Quando Khomeini, envolto em suas vestimentas escuras, firme porém visivelmente emocionado, apareceu na porta do avião, a multidão que cercava o aeroporto irrompeu em uma aclamação", diz a reportagem na página 14 daquela edição.

"Após deixar o aeroporto, Khomeini seguiu em carro aberto na direção do cemitério de Behechte Zahra, onde está sepultada a maior parte das vítimas da violência dos últimos meses no Irã A recepção ao aiatolá contou com cerca de cinco milhões de pessoas e contribuiu para uma avaliação do apoio que Khomeini receberá no Irã", complementa o texto.

Poucas semanas antes do retorno do aiatolá, Pahlevi havia deixado o país. O monarca, no poder havia quase quatro décadas, estava doente e enfrentava greves e protestos organizados por seguidores de Khomeini, bem como grupos de esquerda e movimentos estudantis.

Após pôr fim a mais de 2.500 anos de monarquia na Pérsia, Khomeini assumiu o cargo de líder supremo da república islâmica -no qual se manteve até a sua morte, em 3 de junho de 1989.

IMPORTÂNCIA HISTÓRICA

A Revolução Islâmica liderada por Khomeini mudaria os rumos do Oriente Médio. O Irã, até então um país subserviente aos Estados Unidos, se tornaria a principal potência revisionista na região, apoiando insurgentes xiitas em outros lugares.

Em reação ao governo de Khomeini, os Estados Unidos apoiaram a invasão do Irã em setembro de 1980 pelo então ditador do Iraque, Saddam Hussein. A guerra entre Irã e Iraque se arrastou até 1988, deixando aproximadamente 1 milhão de mortos.

Atualmente, o Irã é liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, sucessor de Khomeini. O regime iraniano é acusado de reprimir dissidentes, além de subjugar mulheres e minorias religiosas.

O país é alvo de sanções econômicas dos Estados Unidos, reimpostas após o governo de Donald Trump romper com o acordo de 2015 para pôr limites ao programa nuclear da república islâmica. 

 

 

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