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Política Ambiental brasileira desgasta Brasil durante cúpula do G20

Por Redação | 27.06.2019

 

A política ambiental do governo Bolsonaro deve ser o ponto de maior desgaste para o Brasil durante o G20 deste ano.

Em entrevista à BBC News Brasil, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o governo insistirá na mensagem de que é preciso explorar as possibilidades econômicas da Amazônia, diversificando as atividades dentro e no entorno da floresta.

Ele ainda disse que o governo brasileiro vai exigir que países ricos paguem compensações a produtores rurais brasileiros se quiserem que o Brasil conserve mais a floresta.

Mas a imagem negativa do Brasil na política ambiental já provoca problemas para o governo até em negociações comerciais. O governo francês tem sido um dos mais duros nas tratativas sobre o acordo de comércio entre Mercosul e União Europeia justamente usando como argumento o fato de que o Brasil não parece comprometido com o Acordo de Paris - acordo pelo qual nações se comprometeram a cumprir metas de redução de gases poluentes.

A floresta Amazônica é essencial para o controle das mudanças climáticas já que ela absorve e transforma, por meio de fotossíntese, parte significativa do CO2 da atmosfera.

O diretor do grupo de estudos do G20 da Universidade de Toronto, John Kirton, também adverte que o Brasil terá que adotar um discurso "mais responsável" em relação ao combate às mudanças climáticas se quiser o apoio da União Europeia para o pleito de integrar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE).

Entrar para esse seleto grupo integrado pelas mais ricas economias mundiais é um dos principais projetos do governo brasileiro. Fazer parte da OCDE funciona como uma espécie de selo de boas práticas comerciais e de desenvolvimento.

Um dos primeiros ganhos da nova relação do Brasil com os Estados Unidos foi conseguir apoio formal dos americanos para entrar na OCDE. Mas o governo brasileiro ainda precisará convencer os outros membros do grupo.

"O Brasil quer entrar na OCDE e praticamente todos os países que integram o grupo, com exceção dos Estados Unidos, acreditam numa solução multilateral liderada pela ONU para controlar as mudanças climáticas", destacou Kirton em entrevista à BBC News Brasil.

"Se o Brasil quer avançar no seu desejo de fazer parte da OCDE, vai ter que adotar uma posição mais respeitável sobre mudanças climáticas, o que Bolsonaro não tem feito até agora."

Na sexta (28), Bolsonaro se reúne com o presidente da França, Emmanuel Macron, com quem deve abordar tanto a questão da entrada na OCDE quanto o acordo de comércio que o Mercosul negocia com a União Europeia.

 

 

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