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Bechara Netto apela para que antigo prédio da Câmara seja restaurado e não reformado

Vereador apela ao prefeito para que ele anule a modalidade de licitação e contrate restauradores indicados pelo Iphan

Por Helio Barboza | 12.11.2019

 

João Bechara chama atenção ao sentido histórico que o prédio representa para a cidade e para o Estado

O vereador João Bechara Netto, um dos mais ferrenhos críticos e opositor da administração do prefeito de Itapemirim, ocupou a tribuna da Câmara na sessão desta terça-feira (12), para, de forma serena, demonstrar sua preocupação quanto a licitação marcada para o próximo dia 29 deste mês, que trata da reforma do antigo prédio da Câmara Municipal.

 

Bechara deixou claro que não é contra a recuperação do histórico prédio, pois esse também é o desejo de toda a população, mas se diz preocupado com a forma em que a licitação se anuncia.

 

De acordo com o vereador, o prédio tem um significado histórico que se confunde com a própria história do Espírito Santo, tendo sido o local o centro das decisões em tempos em que Itapemirim era um dos mais importantes municípios do Estado, fazendo suas fronteiras com os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro – “Peço ao prefeito, que certamente está acompanhando a transmissão desta sessão, que repense a forma em que colocou a licitação. O prédio não pode ser reformado pura e simplesmente. O modo escolhido para a licitação foi o de ‘menor preço’. Isto desqualifica o serviço. Dessa forma, qualquer empresa pode sair vencedora do processo licitatório, sem que reúna a competência técnica para sua devida execução. Ali é necessário que haja o trabalho de restauração e não de reforma”, ponderou o vereador.

 

João Bechara também apelou para que os vereadores da base do prefeito intervenham junto ao chefe do executivo no sentido de sensibilizá-lo quanto a esta questão –“Peço aos vereadores da base que conversem com o prefeito. Eu, como cidadão, não gostaria de ver nossa história ser apagada dessa forma. Para casos como esse, são necessários os serviços especializados de restauradores gabaritados, que são poucos no país. O Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e o Conselho Estadual de Cultura podem auxiliar na indicação destes técnicos restauradores. Não há nem mesmo a obrigatoriedade de licitar. Hoje o município tem condições financeiras para fazer este serviço de forma correta, preservando a nossa história para a posteridade”, finalizou o vereador.

O prédio está abandonado há quase uma década, aguardando pela restauração

História

Em seus tempos áureos, o antigo prédio foi o centro de decisões do sul do Estado

O secular prédio, construído ainda no século passado, mais precisamente no ano de 1964, e já abrigou ao longo de sua história a prefeitura, o fórum, a cadeia pública, o Memorial 14 de Maio e, por último, a Câmara de Vereadores.

 

Devido as condições precárias de sua edificação, deteriorado através dos anos, ele está desocupado para restauro desde a segunda metade do segundo mandato da ex-prefeita Norma Ayub.

 

Porém, desde então, o local está abandonado e servido de abrigo para andarilhos e usuários de drogas.

 

 

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